"REMINDO O TEMPO,..."

Quem economiza demasiadamente no mercado, (na compra de alimentos), gsta na farmácia, (na compra de remédios); do mesmo modo que o homem
sem tempo para orar, jamais completa seus afazeres dentro do tempo devido.

O sentido mais imediato da expressão "remindo o tempo" (Ef.5.16) é o de evitar-se gastar o tempo desordenadamente, disperdiçando-o intensasmente, perdendo-o em nutilidades, tornando-o em prejuízos.

Há certos aspectos do mal que o homem só compreende quando está sendo golpeado pelos efeitos, mesmo assim, via de regra, não poucos entre os que crêem, consideram-se sem tempo para orar e, em consequência, seus problemas se avolumam e se complicam tornando o seu tempo já tão escasso em
algo ainda mais rarefeito e exíguo.

O cristão experiente na vida de oração já conseguiu perceber e constatar que a oração "dilata" o tempo, porque muita complexidade das circunstâncias e dos problemas a serem enfrentados é removida pela graça divina antes que os enfrentemos. O homem demasiadamente ocupado deveria gastar boa parte do seu tempo em oração justamente por ser muito ocupado. Lutero, certa vez, disse: "Sou tão ocupado atualmente que, se não gastar diariamente duas ou três horas em oração, sinto ser impossível atender minhas responsabilidades ao longo do dia. Se eu negligenciar a oração um só dia, sinto perder grande parte da intensidade do ardor da fé."

A prática da vida cristã(oração, estudo da Bíblia, participação na Igreja, testemunho de Cristo) tem que ser atendida diária e disciplinadamente. Ninguém terá uma vida cristã de alto padrão se não dedicar diariamente um tempo considerável a oração. Ninguém jamais viu um grande homem de Deus que não fosse um homem de oração.

Depois de pensar nessas verdades inquestionáveis, fi camos profundamente encabulados, perguntando-nos: "Por que o povo de Deus ora tão pouco?"

Rev. Alceu C. Lemes