PALAVRA DE DEUS: ESPERANÇA PARA UM ANO NOVO


A PERFEIÇÃO DOS DONS DE DEUS


Os dons são adequados, visto que Deus preparou de antemão os serviços a serem realizados. O mesmo Espírito que regenera o cristão na sua conversão concede-lhe potencialmente algum dom para servir a Cristo. O dom existe no Espírito, embora nem sempre seja revelado imediatamente.

Para realizar tudo isso, Cristo subiu à direita do Pai para edifi car sua igreja (Mt 16.18). Iniciou-a pelo derramamento do seu Espírito no Dia de Pentecoste (At 2). Começou a conceder dons para o evangelismo e edifi cação na igreja local (Ef 4.7 e 14). Quando alguém aceita Cristo, é introduzido neste corpo pelo Espírito Santo imediatamente, para usar os dons espirituais (ICo 12.13).

Para entendermos isso melhor, alguém mostrou que, assim como o crescimento físico de uma pessoa revela gradativamente quais características herdou dos pais, a experiência espiritual do cristão com seu Deus deve manifestar qual o dom ou os dons que Deus lhe deu. Cabe aqui uma observação. Usamos os termos "dons" e "talentos" não como sinônimos, mas no sentido teológico. Entendemos que dons são qualifi cações ou capacidades espirituais que Deus nos dá, pelo Espírito Santo, para o cumprimento de sua obra. Talentos, então, têm o sentido de aptidão, ou qualifi cação natural, isto é, algo que já nasce com a pessoa, que a inclina para esta ou aquela profi ssão. Os dons espirituais não são congênitos, mas são ofertados pelo Espírito Santo, podendo cooperar para um melhor desenvolvimento do talento natural. Geralmente a igreja local é o ambiente onde mais facilmente se descobrem os dons. No entanto, existe sempre a possibilidade, por um lado, de o cristão buscar demasiadamente um determinado dom, e por outro, o erro talvez maior, de passar anos sem nunca descobrir um dom - a "ferramenta" a ser usada para servir a Deus. Pode acontecer também de um crente gloriar-se nos seus dons e talentos, não se lembrando de que tudo procede de Deus. A salvação vem da graça de Deus e qualquer outro dom também. Paulo sentia isso: "Pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã, antes trabalhei muito mais
do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus comigo" (ICo 15.10). Ele sabia que toda a capacitação vinha do Senhor e não de si mesmo. É lamentável que alguns percam tanto tempo contemplando os dons com orgulho, comparando-se com os outros, parabenizando-se, quando deveriam usar os dons humildemente no trabalho

(Transcrito: Agenda IPIB 2012)