A igreja será igreja,
quando a família for igreja.

Ouvi estas palavras, em uma oficina preparada pela psicóloga Claudete Niel de Castro quando do 2º Encontro da Família Bandeirante, no acampamento do JV em Arujá/SP, dia 28/10/2006.

Isto me fez pensar muito, não só pensar, mas, refletir sobre esta realidade e a profundidade destas palavras.

Isto me arremeteu ao meu passado quando minha avó, minha mãe me orientava a que eu e meus irmãos nos reuníssemos no final do dia e lêssemos uma porção da bíblia e fazíamos oração em família.

Lembro-me daquele ato familiar e confesso não entender o que estava acontecendo. Depois, cresci e comecei a trabalhar, eu e meus irmãos, depois veio a faculdade, para os meus irmão e a escola noturna para mim e com estas dificuldades ficou cada vez difícil nos reunirmos para orarmos e estudarmos a palavra de Deus,

Com certeza, em nossos dias, estas dificuldades devem ser as mesmas que nos impedem de juntarmos nossas famílias e orarmos juntos.

Mas, a palavra de Deus nos ensina a ser perseverantes para vencermos todas as dificuldades para assim, conseguirmos ser igreja.

Penso também que muitas das vitórias do inimigo de Deus, Satanás, têm conseguido sobre nossas vidas é em decorrências dessa omissão de nossa parte.

É bem verdade que encontramos na bíblia “as forças do inferno não sobrevalecerão sobre ela (igreja)”, mas, o que precisamos nos lembrar é que somos humanos e como humanos precisamos, constantemente, estar conectados com o Pai para nos livrarmos da tentação e investidas do inimigo de Deus, e isto só acontece se estivermos unidos em oração.

A primeira investida sempre acontece na família. Na desagregação familiar. Quantas famílias hoje, na igreja, estão em desarmonia? Olhe para dentro da sua casa e responda a esta pergunta. Há quanto tempo vocês não oram juntos? Não sentam ao redor de uma mesa para fazer suas refeições ou conversar Sei que você vai responder que vocês não têm tempo, ou, não se encontram para isto fazer. Quando um está saindo outro está chegando, ou ainda, quando um está saindo o outro está dormindo e assim é o nosso dia-a-dia. A pós-modernidade impõe, cruelmente, sua vontade sobre as nossas vidas e sedemos, somos seduzidos.

Precisamos voltar a ser igreja em nossos lares para que a nossa igreja, comunidade cristã, volte a ser igreja.

É interessante como nós nos referimos a nossa comunidade eclesiástica chamando-a de igreja. As quatro paredes só é um local onde a igreja de Cristo, que somos nós, cada um de nós, congrega. Sou professor na escola dominical. e constantemente ouço irmãos e irmãs fazerem críticas dizendo que a igreja não é espiritual, não evangeliza, não orar, não se respeitam, falam mau uns dos outros, são mentirosos, são falsos e outras coisas mais. Esquecemos que somos a igreja e que quando dizemos tudo isto, estamos nos referindo a nós mesmo. Não somos espirituais, não evangelizamos, não oramos, não temos respeito pelos outros irmãos e irmãs, somos mentirosos, somos falsos e tantas outras coisa.

A mesma desagregação de nossos lares trazemos para dentro de nossas comunidades eclesiásticas.

Em Gálatas 6, vs. 7 encontramos que “Não se enganem: ninguém zomba de Deus. O que uma pessoa plantar, é isso mesmo que colherá”.

Não podemos alegar ignorância o texto bíblico é bem claro na sua orientação para cada um de nós.

Mais à frente Paulo nos orienta: “Portanto, sempre que pudermos, devemos fazer o bem a todos, especialmente aos que fazem parte da nossa família na fé” (vs.10).
Ele chama a congregação dos fieis de família da fé.

É assim que devemos nos tratar e nos enxergarmos. Como família!

No capitulo 5, 19 a 21 ele diz que a natureza humana produz coisas que não fazem bem ao gênero humano e diz que elas são conhecidas por nós: “As coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, 20 a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, 21 as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas. Repito o que já disse: os que fazem essas coisas não receberão o Reino de Deus”. E são estas coisas que trazemos e praticamos em nossas comunidade cristãs, por isso é que sofremos o que sofremos nos dia de hoje.

Gostaria de terminar esta reflexão com as palavras do Aposto Paulo aos Gálatas, logo, a cada um de nós.

Gal. 5, 22 a 6,4: “Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, 23 a humildade e o domínio próprio. E contra essas coisas não existe lei. 24 As pessoas que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a natureza humana delas, junto com todas as paixões e desejos dessa natureza. 25 Que o Espírito de Deus, que nos deu a vida, controle também a nossa vida! 26 Nós não devemos ser orgulhosos, nem provocar ninguém, nem ter inveja uns dos outros. 6:1 Meus irmãos, se alguém for apanhado em alguma falta, vocês que são espirituais devem ajudar essa pessoa a se corrigir. Mas façam isso com humildade e tenham cuidado para que vocês não sejam tentados também. 2 Ajudem uns aos outros e assim vocês estarão obedecendo à lei de Cristo. 3 A pessoa que pensa que é importante, quando, de fato, não é, está enganando a si mesma. 4 Que cada pessoa examine o seu próprio modo de agir! Se ele for bom, então a pessoa pode se orgulhar do que fez, sem precisar comparar o seu modo de agir com o dos outros”.

Vejam as palavras são voltadas a cada um de nós, em nossa individualidade. Se assim agirmos, estaremos não só mudando nossas vidas em nossos lares, mas também agindo de conformidade com as leis de Cristo, em conseqüência estaremos sendo família de Deus.

Que tal experimentarmos esta experiência em nossas vidas?


Presbo. Wagner J Costa